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Descubra por que a música clássica faz bem

Segundo estudos, peças clássicas estimulam a alma e o cérebro.

Ela é capaz de tocar a nossa alma como raras produções humanas conseguem. Hoje, 5 de março, é o Dia Nacional da Música Clássica, celebrada nesta data para homenagear Heitor Villa-Lobos, considerado o maior compositor brasileiro. Ele nasceu em 1887, no Rio de Janeiro.

Se hoje parece que esse estilo está cada vez mais distante do grande público, perdendo feio para a música popular, Villa-Lobos apresentava uma sensibilidade muito própria. Sua obra é marcada por agregar uma linguagem brasileira a composições eruditas, com influências do choro, da seresta e até da música indígena.

Mas os clássicos vão muito além do grande Villa-Lobos. Saiba mais a seguir e descubra por que dedicar um tempo a eles.

 

Cérebro aprecia padrões agradáveis, mas desafiadores aos ouvidos. Foto: iStock, Getty Images

O que é música clássica?

Você provavelmente saber reconhecer uma música clássica quando a ouve, mas conseguiria defini-la? Essa é uma questão muito difícil. O termo, originalmente, designava as obras compostas dentro das divisórias de um cânone ocidental específico: o período Clássico, que ocorreu, aproximadamente, de 1750 a 1820, sucedendo o período Barroco e antecedendo o período Romântico.

O maior nome do período clássico foi o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. Outros compositores do que chamamos hoje de música clássica são de períodos distintos. Johann Sebastian Bach e Antonio Vivaldi são barrocos. Ludwig van Beethoven e Richard Wagner são românticos. E agora?

Alguns profissionais preferem botar cada coisa no seu lugar e chamar tudo isso de música erudita. Pode soar arrogante, mas foi a maneira encontrada de diferenciar as composições com harmonias altamente complexas das composições populares  – como o rock, o soul, o blues, o samba, o sertanejo, o folk e outros tantos gêneros, que têm arranjos mais simples.

Mas mesmo essa denominação é frágil. Afinal, como afirmar que o jazz orquestrado do americano Wynton Marsalis, por exemplo, não é erudito? Resumindo, quanto mais tentamos definir a música clássica, mais distantes ficamos da definição.

Por que ouvir música clássica?

Para os ouvidos acostumados com as canções populares, seja qual for o gênero, a música clássica pode parecer chata. Mas acredite: se você insistir um pouco, vai se apaixonar. O pesquisador Nicholas Hudson, em um estudo publicado no BMC Research Notes, mapeou os padrões que o cérebro julga interessantes em composições musicais.

A conclusão a que chegou foi que padrões muito simples são tediosos para o cérebro. Já padrões complicados ou estranhos demais são considerados caóticos e incompreensíveis – portanto, também chatos.

O mais interessante para o cérebro é o equilíbrio: uma música que seja compreensível e desafiadora ao mesmo tempo, que é justamente o que as obras dos períodos Barroco, Clássico e Romântico nos oferecem.

Em sua pesquisa, Hudson usou Beethoven, mas a ciência já nos brindou com inúmeros estudos sobre o “efeito Mozart” em adultos, jovens, bebês, animais e plantas. Um deles foi conduzido em 1995, por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Eles compararam os resultados de testes de QI espacial em alunos que escutaram Mozart com os de estudantes que ouviram música transe, música minimalista, audiobooks e CDs de relaxamento. Os que ouviram as composições do austríaco tiveram um resultado melhor.

Agora que você já sabe disso, não perca tempo e comece a ouvir Mozart, Beethoven, Bach e Villa-Lobos. Você só tem a ganhar! Se tiver alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto, deixe um comentário abaixo.

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